Observatório de Controles

Sobre

O objeto do Observatório de Controles

Os estudos relativos ao controle financeiro-contábil e sobre as formas de cobertura dos meios de comunicação são temas de estudo há várias décadas no exterior – em especial em países como Estados Unidos, Grã-Bretanha e Austrália. No Brasil ainda são raros os trabalhos que tratam do controle contábil no setor público e da forma como a mídia cobre esse tema.

Ao estudar o modelo de prevenção e detecção de fraudes, os especialistas Huber D. Glover e June Y. Aono (Managerial Auditing Journal, Vol. 10 nº 5, 1995, p. 3-9) esclarecem que o modelo tradicional para avaliação de risco de auditorias relacionadas à detecção de irregularidades não é eficaz. Partem da constatação de que, nos últimos anos, as grandes empresas de auditoria desembolsaram parcela considerável de despesas advocatícias para se defender de processos de terceiros que reclamam perdas ocorridas em decorrência da sua falta de habilidade na detecção de fraudes. Segundo os autores, as maiores empresas de auditoria pagaram, entre 1990 e 1993, mais de US$ 1 bilhão por ajuizamentos de casos relacionados a fraudes.

O objetivo deste Observatório de Controles é, com base nos estudos de Francis Fukuyama (Construção de Estados: governo e organização mundial no século XXI, 2005), mostrar que embora se saiba muito a respeito da construção de Estados inúmeros pontos se mantêm desconhecidos – e um deles é como transferir instituições fortes para países em desenvolvimento. Fukuyama argumenta que sabemos como transferir recursos através de fontes comuns, mas instituições públicas com funcionamento adequado exigem certos hábitos mentais e operam de maneiras complexas, que muitas vezes resistem a tentativas de mudança. Fukuyama defende que “precisamos dedicar muito mais reflexão, atenção e pesquisa nesta área”.

A escolha do tema central deste Observatório de Controles é resultado, principalmente, da experiência acumulada em décadas de atuação no setor público. Entende-se que existe a necessidade de trazer para o ambiente da academia iniciativas que incluam estudos, avaliações e análises sobre como as organizações públicas devem estar preparadas para o ciclo de transformações (legais, de conteúdo e tecnológicas), de forma que isso resulte em melhor qualidade de serviços e, ao mesmo tempo, contribua para melhorar a qualidade da informação contábil-financeira da área pública veiculada pela mídia impressa.

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